terça-feira, novembro 27, 2007

Provedor: queixas frequentes

O Provedor da Arquitectura (nomeado pela Ordem dos Arquitectos), Arq. Francisco Silva Dias, divulgou há poucos dias o seu Relatório Anual de Actividade.

Uma das queixas mais frequentes?

"Queixas de familiares ou utentes da arquitectura contra a agressividade que as barreiras arquitectónicas representa nos seus quotidianos".

Pode ler o Relatório na íntegra, aqui.

2 comentários:

Anónimo disse...

Olá

Assisti boqueaberta à entrega da Prova Final da Lia Ferreira e fiquei chocada com os comentarios de alguem com alto cargo na Faculdade de Arquitectura no Porto. Começou pelo conceito de design universal questionando-a e arreliando-a sem a deixar falar. Falou "...e a creativadade do arquitecto onde fica...", "...os direitos não podem ser iguais para todos:.." e outras coisas que me fizeram pensar como é possivel alguém à frente do ensino de arquitectura menosprezar tanto as leis, sim porque ele menosprezou, para que haja acessibilidade para todos.
Agradecia que nao publicasse.

Pedro Homem de Gouveia, Arq. disse...

Conheço a Lia Ferreira, mas não conheço o trabalho em causa.

Não assisti à discussão da prova, e não sei quem proferiu essas palavras.

O anónimo pediu para não publicar, mas uma coisa destas eu NÃO consigo apagar...

Alguém disse "...os direitos não podem ser iguais para todos.."?

Como é óbvio, os direitos têm de ser iguais para todos: é o que está na Constituição da República Portuguesa é a base de qualquer Democracia.

Quem disser o contrário não é digno de ser funcionário público, e muito menos professor universitário.

Se houvesse um professor universitário a dizer nas aulas que os negros são uma raça inferior e que o lugar das mulheres é na cozinha... isso era aceitável? É claro que não era, e estamos a falar do mesmo: discriminação.

Alguém disse "...e a criatividade do arquitecto onde fica..."?

A criatividade do arquitecto deve servir, antes de mais, a sociedade em geral, e o utilizador do edifício em particular.

É verdade que as normas são exigentes, e que a multiplicação de normas noutras áreas (comportamento térmico, etc.) torna a Arquitectura uma profissão mais dífícil, complexa... um desafio cada vez mais exigente.

Mas quem pensar que no projecto se joga a criatividade do arquitecto contra as necessidades dos utilizadores deve mudar de profissão.